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5 Outubro 2018

Zoran Maki cala críticos com temporada de sonho

De regresso ao clube, oito anos depois de ter feito parte da equipa técnica chefiada pelo compatriota Ljubinko Drulovic, afastado a meio da época de 2010, por falta de resultados desportivos, o técnico sérvio Zoran Maki faz sonhar os adeptos do 1º de Agosto, com a presença inédita na final da 22ª edição da Liga dos Campeões Africanos de futebol.

Muito contestado nos dois primeiros terços da época, dada a sucessão de empates e exibições pouco convincentes, o treinador de 56 anos, auxiliado pelos angolanos Ivo Traça e Filipe Nzanza, duas referências no Rio Seco, colocou os rubro e negros em situação privilegiada para a decisão do título continental, após a vitória (1-0), diante do Esperance de Tunis, na última terça-feira, no Estádio Nacional 11 de Novembro.
Apesar de tangencial, a vantagem alcançada no jogo da primeira “mão” deixa os tri-campeões do Girabola com certa segurança para a visita à cidade de Tunis, no próximo dia 23. Qualquer empate, ou mesmo a derrota pela margem de um golo, desde que marque no reduto do adversário, qualifica o 1º de Agosto.
Ambicioso, Maki prefere fazer outras contas. Olha para a  possibilidade de vencer fora de casa, por defender que quem joga preocupado com a derrota, mais facilmente abraça o insucesso. “A vantagem é muito curta, mas é melhor que o zero a zero. Cumprimos com o nosso objectivo. Felicito os meus jogadores, que têm sido verdadeiros heróis, numa época muito atribulada. Vamos continuar focados”, defendeu.
Ao atingir as metas estabelecidas pela direcção do clube, liderada por Carlos Hendrick da Silva, que pediu a entrada na fase de grupos e a revalidação do título nacional, num ano sem a disputa da Taça de Angola, o técnico dos militares, oposto do antecessor, o bósnio Dragan Jovic, quanto ao temperamento, sobretudo no banco, calou os críticos.
De tal modo que deixou de fazer sentido o afastamento, no final da temporada, porque os resultados desportivos, com destaque para a presença em fase tão adiantada da prova africana, deitam por terra todo e qualquer argumento a apontar para a saída da equipa técnica.

Tracção atrás
A segurança defensiva tem sido a imagem de marca do 1º de Agosto de Zoran Maki, que como jogador foi ponta-de-lança, com uma presença de 13 anos (1989-2002) no futebol português, nos clubes Trofense, Tirsense, Oliveirense, Sporting Covilhã, Mealhada, Amora, União de Leiria e Marítimo. Em 91 jogos disputados, apontou 29 golos.
Sem um finalizador que dite a sentença na área adversária, pois Jacques tem se destacado mais no jogo colectivo, a jogar de costa para a baliza, a equipa elege a defesa como o principal argumento competitivo na prova milionária, agora motivo de abordagem em África, principalmente depois da eliminação do colosso TP Mazembe do Congo Democrático. Em 13 jogos disputados desde as preliminares, passando pela fase de grupos e agora as meias-finais, os embaixadores angolanos sofreram apenas oito golos, uma média de 0.61, menos de um tento consentido, por desafio, feito sustentado pelo rigor táctico incutido por Maki, bem na esteira do registo deixado por Jovic.
Na primeira eliminatória, o grupo liderado em campo por Tony Cabaça, Dani Masunguna (capitão) e Bobó afastou o FC Platinum do Zimbabwe, com duplo triunfo (3-0 e 2-1), enquanto na derradeira barragem, diante do Bidwest Wits da África do Sul, venceu em casa (1-0) e perdeu fora pelo mesmo resultado. No desempate por grandes penalidades, triunfou (3-2), numa tarde épica de Cabaça, guarda-redes que rendeu Neblu com o firme propósito de fechar a baliza.
Confirmado para a próxima temporada, que pode não ter defeso, caso a equipa chegue à final, sem descurar a hipótese de vencer e disputar o Mundial de Clubes, o treinador trabalha com a direcção no reforço do ataque.     
Em 2016, ao serviço do Sagrada Esperança,  Maki já tinha mostrado à vontade na abordagem das provas africanas, ao chegar às portas da fase de grupos da Taça Nelson Mandela, onde acabou eliminado pelo Young African da Tanzânia, após derrota (0-2) fora e vitória (1-0) em casa. Pelo caminho afastou o Ajax Cape Town (África do Sul), Liga Muçulmana (Moçambique) e Vita Club Mokanda (República do Congo).

 

Fonte: Jornal de Angola

Classificação

Pos Clube Pts
1 1º de Agosto 1º de Agosto 57
2 Petro de Luanda Petro de Luanda 57
3 Kabuscorp Palanca Kabuscorp Palanca 47
4 Interclube de Luanda Interclube de Luanda 45
5 Recreativo do Libolo Recreativo do Libolo 41
6 Académica do Lobito Académica do Lobito 41
7 Sagrada Esperança Sagrada Esperança 38
8 Desportivo da Huíla Desportivo da Huíla 37
9 Progresso de Sambizanga Progresso de Sambizanga 36
10 Sporting de Cabinda Sporting de Cabinda 35
11 FC Bravos do Maquis FC Bravos do Maquis 35
12 Recreativo da Caála Recreativo da Caála 34
13 Kuando Kubango FC Kuando Kubango FC 28
14 Domant FC Domant FC 28
15 1º de Maio de Benguela 1º de Maio de Benguela 22
16 JGM do Huambo JGM do Huambo 3
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