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4 Dezembro 2017

Soares promete surpresa em 2018

Clube Desportivo da Huíla

O técnico do Desportivo da Huíla, Mário Soares, garante, para o próximo ano, construir uma equipa forte e capaz de surpreender no Campeonato Nacional da Primeira Divisão, Girabola Zap. 
Mário Soares, que falava ao Jornal dos Desportos, disse que depois do término do Girabola Zap, 2017, as “baterias” estão agora viradas para a próxima época.
\"O treinador não goza férias. Terminou a época desportiva 2017, já estou a trabalhar para que a próxima época seja melhor”. 
Mário Soares reconheceu que, em função da época brilhante, sobretudo patenteada pela equipa na segunda volta, muitos olheiros tiraram as suas ilações.
\"Muitos jogadores fizeram uma excelente época. A performance de qualquer jogador tem o seu valor. Na qualidade de treinador, tenho que me precaver e começar a arquitectar já a próxima época\".
O treinador salientou que, o plantel do Desportivo da Huíla foi constituído maioritariamente por jovens com muito talento. Muitos deles ainda têm contrato com o Clube. Mas o futebol tem surpresas.
O técnico dos militar da Região Sul afirmou que gostava de ficar com a equipa base do plantel que terminou o Girabola 2017. “Nem tudo depende de mim e da direcção. Mas garanto que, caso permaneça com a equipa base, vamos protagonizar surpresa no Girabola Zap, 2018”, garantiu.
Mário Soares acrescentou que numa altura em que decorre o período de férias, a equipa técnica já trabalham para que, em função do contexto, possa apresentar à direcção do clube um plano assente na competitividade e qualidade de um plantel forte a ser formado no próximo ano.
 O técnico reafirmou que os treinadores nunca gozam férias na sua plenitude. Por tudo que o Desportivo da Huíla na ultima época, os jogadores fizeram a sua exposição e estão na montra também. “Temos que nos precaver com isso, para que não sejamos surpreendidos”, disse.
 \"É o que queremos. Com o Clube já galgamos patamares aceitáveis, queremos continuar a escrever o nosso nome o mais longe possível\", perspectivou, garantindo, assim, que para um clube que ocupou a oitava posição na época desportiva finda, a tendência é de melhorar na época seguinte.
 \"Para a nova época, caso continuemos a merecer a confiança da direcção do Clube, a ideia é introduzir novos elementos, naquilo que é a forma de estar, jogar e poder surpreender os adversários, sobretudo as equipas grandes, que entram na prova com pendor de campeões\".


CONDIÇÕES
Grupo enfrentou dificuldades para esquecer


Mário Soares, disse que ao longo da época futebolística que terminou, a equipa também enfrentou algumas vicissitudes. Tem uma gratidão pelo clube e equipa e deseja tudo de bom para a próxima época e aponta caminhos para melhorias nalguns sectores do conjunto e clama por infra-estruturas de qualidade, para facilitar bom ambiente de trabalho.
\"Ainda que consigamos fazer permanecer o conjunto, continuamos com défice na zona seis. Há ainda um défice de finalizadores do Girabola e se tivéssemos um homem golo de raiz, creio que a nossa classificação seria melhor\", reconheceu o treinador. 
\"Se aparecer um ponta de lança com um aproveitamento dos 30 a 40 % de oportunidades, creio que podemos, em 2018, fazer uma campeonato melhor em relação ao de 2017\", sublinhou.
\"Agora, terminado o campeonato, creio que estou em condições de dizer que,  a equipa técnica e atletas, tivemos que compreender e fazer um sacrifício enorme\", revelou.
\"Nós fazíamos dois a três treinos no palco dos jogos e a maior parte dos treinos num campo em que não tenho adjectivo para aquele campo. É um terreno completamente acidentado e onde houve também algumas lesões, muitas delas graves, em que alguns jogadores tiveram que estar ausente em determinados jogos, pelo facto do terrenos não estar em condições, o que provocou lesões nos ligamentos\", lamentou.
 Segundo as suas próprias palavras \"isso dificultou-nos, mas tivemos força para ultrapassarmos essas anomalias e soubemos de conviver com essas dificuldades. Tenho conhecimento de que a direcção já está a trabalhar na melhoria do campo de jogo. Tivemos dificuldades até de bola para trabalhar até de equipamento de treino no seu todo\".
\" Eu reconheço que não tivemos dificuldades por falta da vontade da direcção fazer melhor. Mas sim, por impossibilidade de fazerem melhor em função das disposições\", acrescentou.
Pior ainda, o treinador  apontou vicissitudes piores. \"Há treinos que fizemos sem água. Tínhamos lanches duas vezes após o treino. Essas condições acumuladas, impossibilitam fazer um trabalho do pretendido. Em nenhum momento isso saiu à imprensa e em momento nenhum os jogadores reclamaram\", desabafou, Mário Soares. 
\"Nunca houve um indicativo de paralisação. A direcção, dentro da sua realidade, conseguiu transmitir o que é o Desportivo da Huíla, e como equipa técnica tivemos capacidade de trabalhar com os jogadores, mesmos com as condições vividas. Os jogadores receberam tal realidade de forma natural e dentre outros, ser um dos aspectos positivos. Acredito que em 2018, poderemos fazer algo melhor\", concluiu.


UNIDADE
Diálogo permanente motivou 
coesão no Desportivo da Huíla


O técnico do Desportivo da Huíla, Mário Soares, disse também ao Jornal dos Desportos que privilegiou muito o diálogo com os seus jogadores,  sobretudo com os mais jovens para poder obter resultados. 
\"Tenho a certeza de que o sucesso deveu-se àquilo que sempre mostrámos durante as sessões de treino. Nós fomos passando a mensagem de que não olhávamos para os bilhetes de identidade\", disse o treinador da equipa huilana. 
O treinador é apologista de que numa equipa é sempre bom haver uma mescla de novos e velhos jogadores. \"Quero aqui abrir os parênteses de que, os que jogaram não  eram mais novos ou mais velhos, menos experientes ou mais, mas,  sim, aqueles que durante os treinos nos davam indicativos de quererem fazer parte e compreenderem melhor aquilo que nós pretendíamos\", acrescentou. 
Por esta razão, acrescentou o treinador, felizmente a rapaziada mais nova em boa percentagem é que demonstrou isso, mas posso dizer que, eles só conseguiram isto, porque os mais experientes, mesmo não fazendo parte do 11 inicial ou até da convocatória, durante as sessões de treino foram transmitindo a sua experiência de jogar no Girabola\".
\"Conseguimos constituir família forte, porque jornada a pós jornada, estava o plantel a torcer para um bom resultado, quer para os convocados como não. Todos unidos, conseguimos fazer o Desportivo da Huíla crescer cada vez mais\", disse Mário Soares.
Na segunda volta, notou-se que a sua equipa foi mais forte em casa e houve uma razão e atitude para tal, reafirmando que também disso contou a força da juventude. 
 \"Isso é fruto da juventude que foi conquistando o seu lugar na equipa principal. Devo reconhecer que em alguns momentos os jogadores jovens não conseguiram viver com a pressão dos bons resultados em casa e das boas exibições e muitas vezes sentiam-se mais a vontade jogando fora. Conseguimos ultrapassar tal realidade\" , sublinhou Mário Soares.
O técnico explicou que \"a  um dado momento, a massa associativa entendeu que ao invés de apupar, tinha que acarinhar os jogadores e assim, foram compenetrando-se e assumiram a responsabilidade que tinham os jogos em casa\".
 \"Fizemos um campeonato forte em casa. Em casa tivemos três derrotas e três empates e foram resultados que nos satisfazem. Em excepto com o 1º de Agosto, num momento menos bom, que foi na 5ª jornada, em casa não perdemos com nenhum candidato ao titulo. Eu tinha prometido que a partir da 5ª jornada havíamos de apresentar uma outra imagem. Excepto o 1º de Agosto não perdemos com equipas candidatas ao título\", esclareceu Mário Soares.


RECEITA
No futebol, os três resultados que se conhecem - vitória, empate ou  derrota - é consequência do trabalho que a equipa faz nos treinos e depois em jogo jogado. Como o Desportivo não está a margem disso, o seu técnico, Mário Soares, revela também como a sua equipa produziu e colheu.
\"Fomos buscar pontos importantes fora e com os adversários directos, mas isso, creio, que é fruto de muito trabalho, porque os jogadores depois chegaram um momento em que consideravam, em cada jogo, uma final e queriam fazer mais e melhor\", revelou. 
\"Os jogadores sabiam que no banco tinha sempre mais um jogador que podia estar nesta ou noutra posição, representava uma província que ama o futebol\" disse adiante. 
Para Mário Soares, \"a mensagem era da importância do que representava uma vitoria até às pessoas acamadas nos hospitais, ou ainda outras que tinham momentos menos bons nas suas vidas, mas que ouvindo um resultado positivo do Desportivo da Huíla, o que isso representava\".
\" Em tudo que fazíamos, tínhamos muito peso nesta sociedade. Conseguimos transmitir e responsabilizar os atletas que responderam positivamente e as coisas boas aconteceram naturalmente\", acrescentou.

Fonte: Jornal dos desportos

Classificação

Pos Clube Pts
1 1º de Agosto 1º de Agosto 65
2 Petro de Luanda Petro de Luanda 62
3 Sagrada Esperança Sagrada Esperança 53
4 Kabuscorp Palanca Kabuscorp Palanca 50
5 Interclube de Luanda Interclube de Luanda 48
6 Recreativo do Libolo Recreativo do Libolo 48
7 Recreativo da Caála Recreativo da Caála 41
8 Desportivo da Huíla Desportivo da Huíla 41
9 Progresso de Sambizanga Progresso de Sambizanga 41
10 1º de Maio de Benguela 1º de Maio de Benguela 40
11 FC Bravos do Maquis FC Bravos do Maquis 33
12 Progresso da Lunda Sul Progresso da Lunda Sul 32
13 Académica do Lobito Académica do Lobito 30
14 JGM do Huambo JGM do Huambo 30
15 ASA ASA 26
16 Santa Rita de Cássia FC Santa Rita de Cássia FC 20
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