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9 Abril 2018

Petro dos empates

Um jogo entre Petro e Libolo acaba sendo quase sempre interessante, bonito, apetecível, intenso, com jogadas de encher os olhos e com imprevisibilidade no resultado. Mas, ontem, não o foi. Tudo porque nem a equipa de Luanda e muito menos a formação de Calulo foram capazes de protagonizar exibições ao nível do esperado. O resultado, empate sem golos, esse espelha muito bem o registado em campo.
Feitas as contas, os  poucos adeptos que ocuparam algumas das bancadas do estádio 11 de Novembro saíram defraudados com a pobreza do espectáculo protagonizado por duas equipas candidatas ao título.
Se, por um lado, é bem verdade que pertenceu ao Petro a maior posse de bola e a disposição das maiores ocasiões de golos, por outro, não se deve escamotear a boa réplica oferecida pelo Libolo, sobretudo nos primeiros 45 minutos, em que teve pronta resposta às investidas dos donos da casa. 
Mas, a despeito de ter disposto de ocasiões para marcar, nem por isso os tais lances de perigo provocaram grandes calafrios à área de Wilson, que diga-se em amor à verdade, não teve nesse período razões para grandes alaridos.
Na verdade, assistiu-se a períodos de jogo de fraca qualidade exibicional, com os dois conjuntos a espelharem dentro do relvado a imagem de um futebol muito “espremido” e a precisar de mais dois ou três jogadores em sectores considerados “chave”.
Como se não bastasse a ausência de arte e engenho às jogadas, faltava igualmente eficácia e precisão na execução do passe e na finalização das jogadas. Em certos momentos chegou-se a perceber, nesse aspecto, que o Petro ressentiu muito da ausência Job e Wilson.
A segunda parte foi precisamente um paradigma do que se tinha assistido durante os primeiros 45 minutos. Ou seja, continuou a pertencer aos donos da casa a iniciativa de ataque, enquanto o conjunto forasteiro ripostava com jogadas de contra-ataque.
À medida que o jogo embalava para o desfecho, muito mais frenético se tornava.  As jogadas com sensação de golo protagonizadas por Viet, aos 76’, pelo Libolo, e Diney, aos 78’, pelo Petro, são provas claras disso mesmo. As bolas rondavam constantemente ambas as balizas. 
Nos últimos 20 minutos, o Libolo manteve-se muito bem arrumado no seu meio-campo, mas mesmo assim revelava dificuldades em descobrir as principais vias de acesso à baliza do Petro.
Os tricolores mostravam-se pouco clarividentes no ataque. Tiago Azulao e Diney não conseguiam desenvencilhar-se da \"teia de aranha\" montada pelos libolenses no seu eixo defensivo. 
A árdua luta travada no \"cérebro\" do relvado, traduzia uma disputa campal, com ambos os conjuntos às vezes a recorrerem ao futebol musculado, na tentativa de ganharem vantagem pela posse do esférico. Nesse aspecto, esteve muito bem o árbitro Pedro dos Santos ao punir as jogadas realizadas à margem das leis.

ARBITRAGEM
Bom trabalho 

A actuação de Pedro dos Santos e seus auxiliares (Luís Mateus e Pedro Futa) acabou por ser melhor do que a demonstrada pelos jogadores em campo, na medida  em que não teve grandes motivos para grandes alaridos. No capítulo disciplinar, a nota é positiva, pois puniu severamente e como exigem as leis todas as jogadas protagonizadas à margem das regras. Contudo, o juiz que não teve qualquer influência no resultado no clássico, demonstrou pouca frescura física, pois em vários momentos não acompanhou com a velocidade esperada a jogadas.


OPINIÃO DOS TÉCNICOS 


Maurício Marques Petro
“Fizemos a nossa parte”

“Foi um jogo muito táctico. Não foi possível vencer, mas temos de ter tranquilidade, jogámos contra um bom adversário (Libolo), fizemos a nossa parte, o jogo continuou fechado, mas foi um bom jogo, bastante disputado. O Petro entra sempre a pensar nos três pontos, mas sabemos que nenhuma equipa vai vencer todos jogos e temos tranquilidade. Vamos continuar a trabalhar para os próximos jogos”.


Kito Ribeiro  Libolo
“A exigência é máxima”

“Foi um jogo em que voltamos a sentir que a exigência é máxima, se quisermos ganhar os jogos. Viemos a Luanda para conquistar a vitória mas não foi possível ganhar hoje (ontem). Penso que as duas equipas estiveram bem e o resultado premeia tudo aquilo que se fez em campo, vamos continuar a trabalhar”.

Fonte: Jornal dos desportos

Classificação

Pos Clube Pts
1 1º de Agosto 1º de Agosto 13
2 Petro de Luanda Petro de Luanda 11
3 Progresso de Sambizanga Progresso de Sambizanga 9
4 Interclube de Luanda Interclube de Luanda 8
5 FC Bravos do Maquis FC Bravos do Maquis 7
6 Sagrada Esperança Sagrada Esperança 7
7 Recreativo do Libolo Recreativo do Libolo 6
8 Desportivo da Huíla Desportivo da Huíla 6
9 ASA ASA 5
10 Kuando Kubango FC Kuando Kubango FC 5
11 Kabuscorp Palanca Kabuscorp Palanca 5
12 Académica do Lobito Académica do Lobito 5
13 Santa Rita de Cássia FC Santa Rita de Cássia FC 4
14 Sporting de Cabinda Sporting de Cabinda 4
15 Saurimo FC Saurimo FC 4
16 Recreativo da Caála Recreativo da Caála 4
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