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18 Fevereiro 2019

"Não tínhamos coisas boas no nosso balneário"

O técnico do Sagrada Esperança, Agostinho Tramagal, apontou a falta de eficácia na finalização e a indisciplina, por parte de alguns atletas influentes no balneário, como uma das causas da prestação negativa da equipa que dirige, ao longa da primeira volta do campeonato nacional .O treinador sublinhou, em declarações ao Jornal dos Desportos, em jeito de balanço do primeiro turno do Girabola Zap, que o comportamento destes jogadores chegou a afectar também alguns membros da equipa técnica, mas graças a sua intervenção e da direcção,  as batatas podres, foram devidamente sancionadas. 
Havia muitos atropelos por parte de certos atletas que, na minha opinião, não eram suficientemente profissionais e nem ofereciam brio e tranquilidade ao balneário. Quando é assim, o grupo não é saudável, lamentou. 
Agostinho Tramagal disse que encontrou um grupo extremamente viciado, quer por parte dos atletas quer da equipa técnica, o que não era saudável. Revelou que não havia solidariedade, espírito de união e inter-ajuda entre os atletas, em que alguns questionavam às opções do treinador, chegando mesmo a afectar também membros da equipa técnica, por si liderada.
 Acrescentou que antes mesmo de terminar a I Volta do Campeonato Nacional, foram efectuadas algumas mexidas no plantel, que culminaram com o afastamento de um dos atletas, devolvendo o clima de solidariedade no balneário.
 Quando você tem um balneário distorcido a nível dos atletas e da equipa técnica, não é possível levar o barco a bom porto, comentou.Disse mais adiante que, fomos notando com muita tristeza, que não tínhamos coisas boas no nosso balneário, destacou, sublinhando que ao sanar tais comportamentos, o desempenho da equipa no capítulo desportivo, foi paulatinamente melhorando com uma postura mais compacta, homogénea, solidária e responsável.
 O técnico explicou que as suas opções, desde as convocatórias até à escolha do onze, não eram bem digeridas por um grupo de jogadores inconformados, que promoviam o clima de mal-estar entre colegas, com reivindicações e conspiração à mistura.
 Na hora das opções em termos de convocatória e a selecção da equipa titular, é que notávamos um clima de mal-estar por parte de um grupo de inconformados, salientou. Agostinho Tramagal afirmou que, com a intervenção directa da própria direcção, foi possível estancar o mau clima no seio dos atletas, tornando-os mais próximos, unidos e coesos.
 "O afastamento desses jogadores foi feito com cautelas necessárias, em respeito às cláusulas contratuais. Não havia sentimento de solidariedade nem união entre eles e entendemos que havia muitas agitações “, disse. Ainda assim, não obstante os problemas vividos, defende que o Sagrada Esperança podia fazer melhor em termos de pontuação e consequentemente a classificação, mas por culpa de muitos erros sucessivos, a equipa não conseguiu o planificado. Justificou que os excessivos números de empates (seis), contribuíram para a má prestação.
 Os excessivos números de empates, prejudicaram muito a nossa classificação, uma vez que pretendíamos estar entre os cinco primeiros, esclareceu. Dos seis empates, dois foram em casa e precisamente em jogos que, segundo o treinador, estiveram ao alcance da sua equipa. Tratam-se dos desafios da 4ª e 11ª jornadas, frente ao Progresso do Sambizanga (1-1) e o FC Bravos do Maquis (1-1), avançou. 

RESCISÃO
“Pretendemos impor ordem no grupo”

Depois de recuperar e controlar o balneário, o timoneiro diamantífero anunciou que vai  abdicar dos préstimos de cinco jogadores na segunda volta. Esclareceu que dois serão por opção, devido a falta de rendimento, e vão ser emprestados ao Saurimo FC, enquanto os  outros três serão afastados por motivos disciplinares. 
"Os Médios Larama e Tonito W, de vinte e dezoito anos de idade, vamos emprestar com o objectivo de fazerem mais jogos e ganharem rodagem. São dois jogadores jovens, com enorme potencial para se afirmarem no futuro e conquistarem o seu espaço no Sagrada Esperança", perspectivou. 
Quanto aos três jogadores dispensados por indisciplina, Agostinho Tramagal, revelou que o objectivo desta medida visa repor a tranquilidade e disciplina no grupo. "Ao guarda-redes Carlos, o lateral direito Pingo e o central Edson, rescindiu-se os contratos por questões disciplinares, por isso foram afastado do grupo. Pretende-se com isso impor disciplina no seio do grupo", acentuou. 
Agostinho Tramagal afirmou que pretende trabalhar com um plantel capaz de emprestar confiança e determinação, para levar o Sagrada Esperança a conseguir resultados satisfatórios. Realçou que foi contratado com o objectivo de produzir vitórias e garantir uma boa classificação. 
Assegurou que, a partir da segunda volta, vão reforçar os níveis de disciplina, aliando o trabalho com uma relação saudável no balneário com todos os seu membros. "Muitas vezes por fora, andamos às escuras sem saber o que se passa em termos de resultados, mas jogo a jogo conseguimos identificar as coisas negativas que influenciam no desempenho e, por conseguinte, nos próprios resultados", avaliou. 

REFORÇOS 
“Vamos apostar  na prata da casa” 

Com a reabertura das transferências a meio da época, Agostinho Tramagal exprimiu a vontade de reforçar o plantel diamantífero, com a contratação de um atacante "matador" e um guarda-redes experiente, com créditos firmado. Contudo, adiantou que, em função das dificuldades em encontrar um avançado com boa folha de serviço, centraram às atenções para a baliza. 
O técnico reconheceu que o mercado nacional, não oferece, nesta altura, um avançado com o perfil desejado pelos diamantíferos. "Não foi possível ir ao mercado nacional conseguir um avançado com o perfil de matador que desejamos, porque estamos com um défice muito grande na finalização", destacou.
Reconheceu que o mercado externo podia ser a alternativa, mas não foi possível por questões burocráticas a nível migratório. "A intenção era conseguir um guarda-redes com experiência, contudo as insuficiências do mercado também não ajudaram. Por isso, a equipa aposta num guarda-redes jovem, que se vai juntar aos outros dois jovens. 
"Se conseguíssemos um guarda-redes experiente seria bom, porque dispensamos o Carlos, por questões disciplinares. Ficamos com o JB Missanga e Leonardo, que são muito jovens, com 20 e 21 anos de idade respectivamente ", explicou. 
Tramagal anunciou que o plantel vai ser reforçado com jogadores da prata da casa, formados localmente, á semelhança do que se fez no início da época com o defesa central Gaspar, que antes não era tido nem achado, mas que agora está potenciado como um dos melhores do País na sua posição, assim como com o médio Victoriano e o guarda-redes Leonardo. 
"Além do regresso do defesa Lulas, que esteve toda a primeira volta lesionado, tendo feito apenas dois jogos do início do campeonato, a equipa vai ser reforçada com dois atletas, um lateral esquerdo e outro médio ofensivo saído nos escalões de formação do Sagrada Esperança. São dois bons jogadores, que vão emprestar qualidade ao grupo", declarou. 

PERSPECTIVA E AMBIÇÃO 
Tramagal almeja melhorar classificação 
Agostinho Tramagal perspectiva um Sagrada Esperança mais competitivo na segunda volta, com o objectivo de conseguir melhorar a classificação. "Águas passadas não movem moinhos", mas o técnico quer aprender com os erros e preparar "um conjunto determinado e com fortes ambições, para  ultrapassar as dificuldades com vista a alcançar as metas preconizadas, que passam em estar no 'Top 5' do campeonato nacional", precisou. 
O timoneiro diamantífero acredita, que é possível a sua equipa chegar um pouco mais acima da classificação. Justificou o seu optimismo, no facto das posições entre as equipas estarem equilibradas. "O 1º de Agosto e o Petro de Luanda, principais candidatos ao título, estão muito próximos em termos de pontuação", recordou. 
Recordou que, entre o Desportivo da Huila, actual segundo classificado, e o Kabuscorp do Palanca, a diferença é mínima. Defendeu que o Sagrada Esperança deve contar com a sua determinação e capacidade de encarar de forma positiva cada um dos quinze jogos da segunda volta, para alcançarem o objectivo definido 
"Não podemos falar do título no Sagrada Esperança e não apenas pelo fraco desempenho na primeira volta, mas acima de tudo porque os investimentos feitos, para esta época, retiram o clube lunda dessa corrida. A direcção, na pessoa do seu presidente, Osvaldo Vandunen, projectou um Sagrada Esperança forte, capaz de juntar-se aos candidatos ao título, nos próximos anos ", reconheceu. 
Agostinho Tramagal considera que os lundas têm estrutura e condições desportivas, para fazerem uma segunda volta que tranquilize os seus adeptos, antes de acrescentar que os bons resultados, não se conseguem de noite para o dia, precisando, entretanto, serem conquistados com suor e trabalho.  
"Precisamos fazer uma segunda volta melhor e a mais tranquila possível, sobretudo em termos de pontuação, para esquecermos o mau arranque. Contudo, espera contar com o apoio de todos, já que não foi feliz na primeira volta," justificou. 

Classificação

Pos Clube Pts
1 1º de Agosto 1º de Agosto 3
2 Sagrada Esperança Sagrada Esperança 3
3 Sporting de Cabinda Sporting de Cabinda 3
4 Kuando Kubango FC Kuando Kubango FC 3
5 Desportivo da Huíla Desportivo da Huíla 3
6 Petro de Luanda Petro de Luanda 1
7 Williet S.C Williet S.C 1
8 1º de Maio de Benguela 1º de Maio de Benguela 0
9 Académica do Lobito Académica do Lobito 0
10 Progresso de Sambizanga Progresso de Sambizanga 0
11 Recreativo da Caála Recreativo da Caála 0
12 Santa Rita de Cássia FC Santa Rita de Cássia FC 0
13 Ferrovia do Huambo Ferrovia do Huambo 0
14 Recreativo do Libolo Recreativo do Libolo 0
15 FC Bravos do Maquis FC Bravos do Maquis 0
16 Interclube de Luanda Interclube de Luanda 0
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