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27 Março 2020

Covid-19: Suspensão do Girabola deixa título em dúvida

A decisão do título do Girabola ZAP, prova suspensa segunda-feira, inicialmente por duas semanas, no estrito cumprimento das medidas de prevenção da Covid-19, anima as discussões entre os adeptos dos colossos do futebol angolano, apesar da incerteza quanto ao retorno da competição.

Em véspera da entrada em vigor, hoje, do Estado de Emergência decretado quarta-feira, pelo Presidente da República, João Lourenço, os seguidores dos dois maiores emblemas do desporto nacional dedicaram atenção ao provável desfecho da prova, mesmo preocupados com a necessidade de observância de isolamento social. Cientes da responsabilidade individual de adopção do distanciamento social, evitando aglomerados e saudações com manifestação de afectos, como beijos e abraços, os adeptos militares e petrolíferos recorrem a várias plataformas existentes na Internet, nomeadamente as redes sociais Facebook e Whatsapp.

Campeões nos últimos quatro anos, sem perder de vista o segundo lugar com os mesmos 60 pontos do Recreativo do Libolo, em 2015, a exigente legião agostina revela certa tranquilidade, por acreditar na capacidade de superação da equipa às ordens do bósnio Dragan Jovic, no confronto directo. Os tricolores, afastados da festa da consagração há 11 anos, tendem a ser mais impetuosos nos debates, ao ponto de surgir quem defenda a conclusão do campeonato, caso a paralisação se prolongue no tempo, com o cenário actual, no qual a equipa treinada pelo espanhol Antonio Cosano comanda a tabela classificativa, com 54 pontos, mais três que o arqui-rival, este com menos um jogo.

Enquanto o elenco federativo encabeçado por Artur Almeida e Silva aguarda pela alteração do quadro, de modo a serem cumpridas as últimas cinco jornadas, os adeptos criam cenários, sem deixar de abordar jornalistas e comentadores, para melhor esclarecimento. A vitória (2-0), na primeira volta, faz crescer o capital de confiança dos tricolores, cuja direcção, liderada por Tomás Faria, está determinada em impedir a ascensão do adversário como novo penta-campeão, feito ostentado com exclusividade no palmarés da competição.

Os aficcionados rubro-negros respondem ao assomo de supremacia dos rivais, com o recurso à trajectória recente do clube por que gritam. A superação da fase negativa, iniciada a seguir à eliminação na Liga dos Clubes Campeões Africanos, marcada pelo registo de dois pontos somados, em 12 possíveis, traz para cima os homens do Rio Seco.

A contextualização histórica, com base nas últimas épocas, causa algum melindre nas hostes do Catetão (Centro de Treino Desmósthenes de Almeida), dado o facto de a discussão do título ter sido a favor do 1º de Agosto, nas derradeiras jornadas, realidade a ser contrariada pelo Petro de Luanda, segundo os seus seguidores.

Um “play-off” entre as duas equipas, por serem reduzidas as hipóteses de outros concorrentes chegarem ao primeiro lugar, casos do FC Bravos do Maquis, Desportivo da Huíla e Sagrada Esperança, é outra saída avançada, também aplicável em relação à permanência. Mas tudo não passa de especulações dos seguidores dos clubes.

Castigo fecha portas do clássico ao público

O reencontro dos colossos do futebol está condenada a ser à porta fechada, quando estiverem criadas as condições para sua realização. Tudo porque o Conselho de Disciplina da Federação puniu os petrolíferos, por desacatos praticados pelos adeptos.
A deliberação consta do comunicado nº012/SG/20, da semana passada, no qual é anunciada a aplicação do castigo de dois jogos à porta fechada ao Petro de Luanda, por comportamento incorrecto do público no jogo frente ao Desportivo da Huíla, saldado numa derrota por 0-1, dos tricolores. “(...) alguns adeptos afectos ao Petro arremessaram objectos contundentes (pedras), que feriram o 1º assistente, Ivanildo Lopes, ainda no término da primeira parte. Após o término do jogo, os adeptos tiveram comportamento totalmente reprovável, atirando tudo o que puderam contra a equipa de arbitragem (...)”, lê-se no documento.
Deste modo, o tão esperado jogo do título será disputado com bancadas vazias, independentemente da existência de condições para o regresso dos adeptos aos estádios, depois de a Federação ter decidido pela realização da primeira “mão” das meias-finais da Taça de Angola e a ronda passada do campeonato sob a mesma condição.

Fonte: Jornal de Angola

 

Classificação

Pos Clube Pts
1 Petro de Luanda Petro de Luanda 57
2 1º de Agosto 1º de Agosto 54
3 FC Bravos do Maquis FC Bravos do Maquis 43
4 Desportivo da Huíla Desportivo da Huíla 38
5 Sagrada Esperança Sagrada Esperança 34
6 Interclube de Luanda Interclube de Luanda 34
7 Académica do Lobito Académica do Lobito 34
8 Recreativo do Libolo Recreativo do Libolo 33
9 Williet S.C Williet S.C 31
10 Recreativo da Caála Recreativo da Caála 30
11 Kuando Kubango FC Kuando Kubango FC 23
12 Progresso de Sambizanga Progresso de Sambizanga 23
13 Sporting de Cabinda Sporting de Cabinda 22
14 Ferrovia do Huambo Ferrovia do Huambo 21
15 Santa Rita de Cássia FC Santa Rita de Cássia FC 16
16 1º de Maio de Benguela 1º de Maio de Benguela 9
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