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2 Abril 2018

Campeão empata em Calulo

A falta de eficácia ditou ontem o empate nulo entre as equipas do Recreativo do Libolo e o 1º de Agosto, numa partida onde oportunidades não faltaram para os dois lados. 
Os avançados estiveram pouco comprometidos com o golo, daí o desafio ter terminado tal como iniciou. Os agostinos confirmaram, assim, a sina de  maus resultados na Vila de Calulo, onde estão há três anos sem vencer.
Os libolenses entraram melhor no jogo, com remates à baliza, mas o principal perigo pertenceu aos agostinos. Geraldo foi travado na grande área por um defesa, porém, o árbitro José Maxia fez vista grossa.
A jogar em casa os pupilos de Kito Ribeiro tomaram as rédeas e voltaram a importunar a zona de jurisdição de Neblú, tendo inclusive estado envolvido num lance que gerou alguma polémica com Hervé Ndonga, onde pediu-se também uma grande penalidade.
O desafio decorria num bom ritmo com os dois conjuntos a terem como foco o ataque, numa toada de \"ora atacas tu, ora ataco eu\". 
Nesta altura, qualquer das equipas podia marcar, mas os guarda-redes ou a fraca pontaria dos avançados impedia. Faltava, de facto, o golo para premiar o esforço de cada uma das formações e o resultado manteve-se nulo até ao intervalo.
Do lado dos militares pedia-se mais a intervenção de Mongo e Jacques. Passaram despercebidos no primeiro tempo, em função das marcações a que foram alvo enquanto, do lado oposto, Paizinho e Viet também estiveram pouco interventivos.

SEGUNDA PARTE
No reatamento, Ivo Traça, que orientou o conjunto militar, em função do castigo federativo imposto ao técnico principal Zoran Maki, fez a primeira mexida no xadrez, lançando o avançado Razaq para o lugar do médio Mongo, numa atitude ofensiva, com o objectivo de desatar o nó que existia no resultado.
Porém, foi Isaac quem obrigou Wilson a uma grande defesa apertada, depois de Hervé Ndonga ter cabeceado para cima, com a baliza à sua disposição. O jogo estava aberto. O golo podia surgir a qualquer  momento.
Insatisfeito com o empate Ivo Traça refrescou ainda mais a sua zona ofensiva com a entrada de Vado para o lugar de Nelson da Luz enquanto Kito Ribeiro respondeu com as entradas de Kaya, Belito e Norberto.  
Apesar disso, o resultado não se alterou, mantendo-se o nulo que satisfaz os objectivos dos libolenses e penaliza os militares.

OPINIÕES dos técnicos
“Queríamos ganhar”

\"Acredito que faltam ainda alguns automatismos para a equipa começar a jogar como queremos, mas à medida que o campeonato se desenrolar nós vamos chegar lá. Queríamos ganhar o jogo, mas também há que ver o adversário que é bastante forte. Faltou eficiência no ataque, porque criámos oportunidades para marcar, mas estamos todos de parabéns pelo jogo que fizemos\".

“ Jogo para esquecer”

\"Foi um jogo com uma primeira parte não muito boa. No segundo tempo as equipas jogaram melhor, apesar de eu achar que jogámos um pouco melhor que o Libolo. Agora vamos esquecer este jogo e pensar no desafio do Huambo. As duas equipas ainda não estão a cem por cento, temos quatro jogos em atraso e vamos procurar ganhá-los, mas também sabemos que são adversários difíceis. 

ARBITRAGEM
Apito “titubeante”

O árbitro José Maxia teve uma tarde de muito trabalho. Foi bastante interventivo em função do ritmo de jogo imposto pelas duas equipas, tendo no primeiro tempo mostrado apenas cartões amarelos à equipa do Recreativo do Libolo, por dois motivos: pelas faltas cometidas e pelas constantes reclamações à decisão do juiz. Pecou ao não assinalar uma grande penalidade sobre Geraldo, no primeiro tempo. No reatamento, o segundo assistente Celestino Golombole influenciou negativamente na anulação da jogada do golo de Nelson da Luz. A seguir não assinalou uma grande penalidade a favor dos libolenses, num lance onde Bobó travou com a mão a trajectória da bola na grande área.

MELHOR EM CAMPO
A liderança de Sidney


O capitão do Recreativo do Libolo, Sidney, soube liderar os seus colegas em campo, foi a voz do técnico Kito Ribeiro dentro das quatro linhas, além de travar e ganhar vários duelos no meio campo, com o jovem Chow e Ibukun. A experiência do camisola 8 foi fundamental no meio-campo para funcionar tanto como recuperador quer como criador das jogadas ofensivas. Na parte final do desafio ressentiu de algum cansaço, mas aguentou o duelo durante os noventa minutos.

Fonte: Jornal dos desportos

Classificação

Pos Clube Pts
1 Interclube de Luanda Interclube de Luanda 26
2 Kabuscorp Palanca Kabuscorp Palanca 18
3 Académica do Lobito Académica do Lobito 18
4 Desportivo da Huíla Desportivo da Huíla 17
5 1º de Agosto 1º de Agosto 15
6 Recreativo do Libolo Recreativo do Libolo 15
7 Sagrada Esperança Sagrada Esperança 15
8 Recreativo da Caála Recreativo da Caála 14
9 Progresso de Sambizanga Progresso de Sambizanga 14
10 Petro de Luanda Petro de Luanda 14
11 1º de Maio de Benguela 1º de Maio de Benguela 12
12 Domant FC Domant FC 12
13 FC Bravos do Maquis FC Bravos do Maquis 12
14 Sporting de Cabinda Sporting de Cabinda 11
15 Kuando Kubango FC Kuando Kubango FC 11
16 JGM do Huambo JGM do Huambo 3
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